nota da autora: Tão ruim se vê nas mãos de alguém,eu demorei tanto(1 ano é muito tempo pra mim) pra me interessar por alguém novamente depois do desastroso romance mal acabado de 2008(...)E agora lá estou eu a menina mais insegura do planeta eu sei de todas as minhas fraquesas e como certeza essa é a pior,uma amiga diz que sou carente,mas eu nao sou bem carente eu sou na verdade insegura!
Insegurança: no meu dicionario significa que eu tenho medo de levar um fora.
Insegurança: pelo aurelio é falta de segurança (hahaha eu sou melhor do que o aurelio)
Agora que vocÊs estão esclarecidos vamos aos meus pensamentos.
O vento da chuva está assoprando a minha nuca. Eu me sinto arrepiar por alguns segundos desconcertantes e logo me vem um rosto conhecido nos olhos da mente. Apago as luzes para obter o efeito que mais me fascina em dias ruins como o de hoje. A escuridão do quarto é efêmera. O brilho das luzes vizinhas se apressam em iluminar os pequenos espaços da mesa. Fazem fileiras, fazem festa e se misturam. Mas a festa das pequenas luzes não resiste a melancolia da escuridão e logo todo aquele brilho descansa. Eu adoro esse momento. Sinto os ruídos da rua serem abafados pela minha respiração. Os meus pés não parecem mais tão frios e nem as minhas mãos, que agora estão mais brancas do que quando iluminadas por lâmpadas. Ideias que antes eram tão quentes, esfriam e perdem a consciência. A garganta, que leva sufoco e quase morre doída, coitada, consegue finalmente engolir saliva. Nem o cheiro da fumaça que vem de fora incomoda, apesar dos três espirros que inevitavelmente me escapam. Agora estou mais vivendo um dia chuvoso que eu adoraria aproveitar porque amo chuva mas estou tão insegura em alguns departamentos de minha vida que nem consigo admirar a natureza que chora junto comigo e a noite,bem ela me salvou. Mas posso falar deles se quiser, ou se eu mesma achar que devo. Eles começam tarde, ainda bem, depois do meio-dia. O sol já está amolecendo a vida lá fora e a minha, que ainda nem bem acordou, também se derrete tarde a dentro. A inquietação que se apodera de mim seria bem-vinda se conseguisse vencer o tédio. Mas a cama me chama, o livro que ganhei de uma desconhecida também. Em poucos minutos estou longe da história, com os olhos vagando na órbita, sem esperança, sem força, sem vida. É um dos momentos mais difíceis do dia, que parece não deixar que as horas passem como deve ser. Eu desejo que a Lua venha, mesmo que escondida entre algumas nuvens pretas. E só quando o quarto se pinta de alaranjado, sinto que valeu a pena ter passado por tudo aquilo. Dias neutros são sofridos, mas existem dias piores, por isso os considero neutros. Não acrescentam nada, nem me tiram valor algum. Não me fazem crescer como humana que sou, nem me diminuem a um ser estranhamente evoluído. Esses são os meus dias neutros. E hoje, por muito pouco, me deixo dormir convicta de que havia tido um dia assim. Até escrevi isso no início dessas linhas. Peço desculpas a natureza por não reparar no seu espetaculo e a vocês por lerem textos triste em meu blog mas minha alegria é que a noite ainda não se esqueceu de mim.
11 de dezembro de 2010
Nada ,sombra e silêncio
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2 comentários:
É, amiga. Somos inseguros. Mas, mais feliz você que se arrisca, do que eu que nunca encontro uma segurança pra me arriscar.
Então, desabafe, isso faz bem! E é bom saber como você anda vivendo, pra depois poder estender meu ombro amigo e compartilharmos nossas emoções.
Beijos! Adoro você e seus textos.
ei não é só a noite que lembra de vc, tudo bem que não sou lá esas coisas, mas to aqui viu...
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