22 de outubro de 2010

Viajem minha pela maionese

Eu fiquei um tempo sentada na escada esperando que a Lua caísse na minha cabeça e me matasse de uma vez. Ela estava lá, toda arrumada, brilhando pra mim como quem não quer nada, me fazendo redescobrir algumas coisas boas, que fodem a vida em oportunidades frágeis e por isso dão medo. Um medo da porra. Olhar assim pro céu, no meio da semana, pensar no céu, pensar O Céu, sonhar acordada, relembrar, tudo isso é tão anormal agora. Talvez por isso eu realmente precise dessa dose de noite, de Lua cheia, de brisa, cerveja no copo, latidos de fundo. Preciso ser nostalgica, porque eu sempre guardei isso em mim e não quero perder meu Eu Clichê. Sou assim e gosto disso. Como posso deixar que hábitos tão vitais sejam atropelados por preoupações sem fundamento e outras com fundamentos, mas ainda assim preocupações e não fatos? E os fatos? Deixe que os fatos continuem sugando o meu sangue aos poucos, me deixando carente, frágil, sensível, com a força esgotada. Porque eu sei que todo mundo está morrendo de tristeza, com vergonha do mundo, se agarrando em qualquer ponta de amor, por mais vagabundo que seja. Eu sei que todo mundo está no mesmo barco que eu e se tiver alguém que diga não, dou a noite de presente, com direito a Lua cheia e vento fresco.

2 comentários:

Anônimo disse...

Eu fico sem palavras, quando você solta o verbo desse jeito. O melhor a se fazer é apreciar, calado, contemplando cada palavra.

Unknown disse...

ih menina eu to querendo achar a continuaçao da minha ponta mas ela é fragil, tenho medo de puxar e ela quebrar...todo mundo precisa de Lua, e eu preciso começar minhas frases com letras maiusculas pelos blogs...