27 de março de 2010

teoria da xerox


Todo mundo nasce com cara de pastel de queijo. Com o tempo, cada um vai adquirindo características que nos diferenciam de outros bebês e nos aproximam (ou não) da fisionomia dos nossos pais. Até ai somos recém-nascidos e completamente originais de fábrica. Mas com o passar dos anos, o nosso cérebro fica igualzinho ao de um chimpanzé! Começam as comparações com outras pessoas, nasce uma invejinha (boa ou ruim, isso não vem ao caso agora), e sem que a gente perceba, tiramos uma xerox aqui, outra ali e assim vamos xerocando ao longo da vida. É inevitável. Mas, assim como a xerox, que às vezes sai escura demais, torta ou completamente ilegível, na vida também sofremos as consequências de sair por ai imitando as pessoas. Apesar de achar que todo mundo já perdeu o selo original há muito tempo e que em algum momento da vida já acrescentou algo em si que não era seu por natureza, ninguém gosta de ser copiado. Bate um sentimento de perda, como se tivessem tirado de você o que era só seu e que agora não tem mais um dono certo. Por isso, cabe às máquinas de xerox sem noção do mundo, que transformam esse ato inevitável em doença, dosar e administrar isso com cautela. Plágio ambulante também é crime!

2 comentários:

Unknown disse...

Gente o que eu já vi de xerox mal feita por aí...

Anônimo disse...

Eu, hein? Isso é texto de doido feito pra doido. Parece com aquelas conversas em hospício.